sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Segredo Descoberto!


-Muito bem meninos, eu tenho que ir, mas fiquem bem.
-Claro. -respondemos eu e o Nathaniel ao mesmo tempo e a Lisa soltou um pequeno riso e deu-nos um beijo de boa noite aos dois.
A Anita saiu também atrás da Lisa a dizer que tinha assuntos para tratar e que quando eu quisesse podia ir para o meu quarto.
Mal a porta se fechou deitei a cabeça no ombro do Nath e ele abraçou-me, levantei-me um pouco e sentei-me no colo dele, abraçando-o também.
-O Lysandre não te fez nada, pois não?
A preocupação na sua voz tinha desaparecido e ele parecia irritado. Levantei a cabeça e olhei a sua cara, ele não me encarava e estava com os lábios em linha reta, eu queria quebrar aquele clima então despentiei-o, coisa que faço desde que o conheço.
-O que é que achas que ele podia fazer comigo?
-Não sei. Simplesmente não sei o que vai na cabeça dele.
-Se não sabes não te preocupes, tá. Além do mais a maior parte do tempo que eu passei com ele estava no mundo das penas.
-No mundo das penas?-deu um sorriso fraco, arranjou o cabelo ou pelo menos tentou e olhou-me- Como assim?
-Sim, eu passei o tempo todo no mundo das almofadas. Sinceramente Nathaniel a tua mãe nunca te disse!?
Eu fiz uma cara indignada e ele riu-se feito tolo.
-Eu acho que passaste muito tempo no mundo das penas e que agora tens que voltar para o mundo das almofadas.
-Sim, senhor capitão.
Levantei-me, fiz uma continência e ele levantou-se logo de seguida a rir, agarrou-me a mão e levou-me até à porta do meu quarto.
-É verdade que não tens companheira de quarto?
-Nathaniel seu tarado! Anda entra.
-Quem é que está a ser tarada agora, diz lá!
Ele entrou no quarto fechou a porta e sentou-se ao meu lado na cama, abraçando-me e sussurrando-me ao ouvido.
-Vamos fazer como em pequenos hoje?
-Quando? Quando eu te obrigava a brincar com as Barbies?
-Anda lá não gozes comigo.
Ele deitou-se na cama arrastando-me com ele, eu passei um dos braços por cima do peito dele, abraçando-o.
-Vamos fazer como em pequenos, quando tu me protegias, e dormias junto comigo.
Levantei-me um pouco, dei-lhe um beijo na bochecha e deitei-me no peito dele. Acho que adormecemos pouco depois.

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Acordei no dia seguinte e o Nathaniel já não estava ao meu lado.
Levantei-me, tomei um banho e vesti-me eram sete horas e o pequeno almoço era às sete e um quarto.
Saí vagarosamente do meu quarto e lembrei-me que dia era hoje.
Quando o refeitório abriu, fui buscar algo para comer e fui para o jardim, para o meu lugar especial.
Eu tinha colocado os meus pés sobre o banco, junto ao meu corpo, quase que a formar uma armadura.
Ouvi um pequeno barulho, alguém se aproxima de mim e me sussurra ao ouvido.
-Então, muitos parabéns!
Arregalei imediatamente os olhos. Ninguém sabe a minha data de nascimento - pensei e virei a cabeça para o lado.
-Ly-Lysandre! Mas como é que tu descobris-te?
-Eu fiquei curioso e decidi pesquisar sobre ti! E já agora valeu a pena.
Eu ia dizer algo, quando a campainha toca, o Lysandre levanta-se e estende-me a mão
-Vens ou não Miss Hunter?

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Afinal não morri!

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Lysandre viu a rapariga que transportava no colo, a fechar lentamente os olhos e a ficar muito pálida.
-Dragon, Dragon, estas a ouvir-me? Dragon.
A rapariga fechou completamente os olhos e o corpo que ele outrora levava ao colo, parecia agora um cadáver.
Começou a correr o mais rápido que ele conseguia e levou-a direto para a enfermaria.
-Anita!- chamou Lysandre, para a jovem enfermeira de longos cabelos cor de fogo. -Ela bateu com a cabeça no chão, durante a aula de física e o professor mandou traze-la aqui. A meio do caminho ela desmaiou.
-Coloca-a na marquesa.
Lysandre pousou o frágil corpo no lugar indicado pela enfermeira e sentou-se numa cadeira ao fundo da marquesa. Até que um delicioso cheiro infestou o ar ao seu redor e a Anita, olhou de olhos arregalados e muito preocupada para Lysandre.
-Lysandre é melhor esperares lá fora, ela fez um golpe um pouco profundo e já perdeu muito sangue.
-Não eu espero aqui.
-Vai então buscar algo para ela comer quando acordar, ela vai estar muito fraca graças a ter perdido muito sangue.
Lysandre levantou-se relutante e olhou a Dragon, que parecia cada vez pior, a sua testa repleta de sangue que também estava espalhado pela cara. O contraste do sangue na pele pálida era arrepiante.
-Vai Lysandre, faz o que eu te pedi.
A enfermeira empurrou Lysandre para fora da sala e fechou a porta.
No lado de fora Lysandre tentava controlar-se. Ele tinha ido ao limite.
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Quando acordei, não sabia onde estava, tentei sentar-me mas a minha cabeça começou a doer muito, levei a mão à testa onde antes tivera o meu corte e agora tinha um curativo.
Uma rapariga muito bonita e que não devia ser muito mais velha que eu aproximou-se de mim e pousou a sua mão na minha cabeça.
-Onde é que eu estou e o que é que aconteceu?
-Eu chamo-me Anita e sou a enfermeira do colégio Cors. Neste momento estás na enfermaria, o Lysandre trousse-te para cá depois de teres desmaiado. Aquele corte que tinhas na cabeça feste perder muito sangue e acabaste por desmaiar, mas já estás melhor.
Ela sorriu-me a afagou-me os cabelos, eu sorri-lhe de volta e deitei-me.
-Onde está o Lysandre?
-O Lysandre está exatamente aos teus pés.
-Como assim, aos meus pés?
-O Lysandre não saiu dos pés da marquesa desde que chegas-te e acabou por adormecer.
Ele apontou com a cabeça para o fundo da marquesa e eu percebi o que ela tinha dito, o Lysandre estava sentado numa cadeira e com a cabeça deitada na marquesa.
-Eu vou chamar a professora Silveira e já venho.
Quando ela saiu da sala eu levantei-me, ainda um bocado tonta e fui tentar acordar o Lysandre, é que nem pensem que eu o deixo dormir assim, ainda arranja um torcicolo e depois a culpa a minha.
Quando eu estava a chegar perto dele sinto uma grande tontura e ia cair, mas alguém, ou o Lysandre o impediu.
Ele sentou-se na marquesa e colocou a minha cabeça no seu colo.
-Não te devias levantar, ainda estás muito fraca.
-Eu só queria ver se tu estavas bem.
Sentei-me ao seu lado e ele riu-se.
-Tu é que bateste com a cabeça e perdeste sangue, não eu!
-Mas podias-te magoar ao dormir assim e depois eu ficava de consciência pesada.
Senti de novo uma tontura e deitei a minha cabeça no ombro do Lysandre, mas ele teve que se baixar um bocado, porque é maior que eu.
-Mas o que é que os rapazes desta escola têm?
-O quê? Como assim o que é que nós temos?
-Sim. Os rapazes desta escola são todos grandes, musculados, fortes e bonitos.
-Achas mesmo?
-Sim. Na minha escola antiga não havia rapazes assim. O único rapaz forte e bonito que eu conhecia era o Nathaniel.
Ele ia dizer alguma coisa, mas a porta foi aberta e entrou a Lisa, a minha "mam" e o Nathaniel.
-Como é que tu estás, Angel? Eu fiquei tão preocupada, quando a Anita me disse, que tu tinhas desmaiado.
-Eu estou bem, "mam".
-Mãe, estás a ver. Eu disse-te que aqui a pequenina, ficava bem.
-Com o Lysandre aqui, acho que nada me acontece.
-Pois é. A Anita disse que tu trousses-te a Angel, obrigado.
-De nada foi um prazer. Agora eu vou embora.
Vi o Lysandre a ir embora e quando ele saiu começou o interrogatório.

Morri?! Será?!


Fim das aulas da parte da manhã, hora do almoço.
Dirigi-me para o refeitório onde escolhi uma salada e uma cola, paguei tudo e procurei uma mesa, mas a única que eu conseguia ver era muito perto do grupo da Ambre, mas a vista era bonita e eu também não vou comer em pé.
Dirigi-me para a mesa, pousei o tabuleiro, peguei no telemóvel e coloquei os fones no máximo, assim ninguém me incomoda.
Estava descansada a apontar umas coisas no meu caderno negro e a beber a minha cola, quando sinto como que a mesa a vibrar, olho para a frente e deparo-me com o Kentin a olhar para mim, não liguei, continuei na minha, mas quando ele se levantou e se sentou mesmo ao meu lado fechei o caderno à brusca e encarei-o.
-Eu quero pedir desculpa!
-Porquê?
-Pela bola de hoje de manhã.
-Ah! Isso, não tem mal. Afinal a bola nem me acertou.
-Mas podia ter acertado e depois quem sófria as consequências?
-Acho que tu, além disso também ficavas com um olho negro.
Sorri-lhe e ele começou-se a rir. Pronto eu disse que não me queria dar com eles, mas este Kentin parece ser fixe apesar de ainda me arrepiar um pouco.
Ele chegou-se mais para perto de mim e sussurrou-me bem baixo que eu quase não consegui ouvir.
-Eu acho que podias partir o pulso ao dares-me o murro, eu sou resistente.
Quando eu lhe ia responder o Nathaniel, o Lysandre e o Castiel sentaram-se na minha mesa.
Eu olhei logo para o lado, para a mesa da Ambre e o Alexy e o Armim pareciam noutro mundo e a Ambre e as amigas estava com uma cara de meter medo ao próprio medo. Eu estremeci e os rapazes olharam logo para mim.
-Estás bem?
-Eu?! Eu estou ótima, mas ainda bem que eu não tenho colega de quarto se não hoje íamos dormir em sangue.
-O quê?!- disseram os quatro rapazes e ficaram com uma cara, que ai Jesus.
-Que lindo coro.-levantei-me, peguei no meu caderno e fui pousar o meu tabuleiro, mas antes despedi-me dos rapazes- Adeus meninos. Kentin foi um prazer falar contigo e havemos de ver, quem estraga quem, um dia.
Saí de perto deles, ou ia haver mesmo sangue e fui para o jardim, para o lugar onde estive de manhã, mas antes guardei o meu caderno no cacifo e estive os dois tempos restantes de almoço sentada no banco a ouvir música, até tocar a dizer que eu tinha educação física.
Dirigi-me para o ginásio e fui buscar o meu equipamento, um colete preto onde eu no meu coloquei um dragão enrolado, com uma rosa no meio em vermelho bem por cima do coração, vesti um top vermelho e os calções mais pareciam boxers, mas ok, e eram também em preto, ah, e sim nós podemos personalizar o nosso equipamento, mas só o de física, no uniforme não podemos tocar.
Como devo ter sido a primeira a entrar, fui a primeira a sair e vi o Nathaniel, com um rapaz bronzeado, cabelos louros pelos ombros e outro rapaz moreno com rastas, UAU, ele não está no seu grupo.
Fui por trás dele, saltei para as costas dele porque sou mais pequena e tapei-lhe os olhos.
-Adivinha?
-Fácil, Dragon.
Destapei-lhe os olhos, mas continuei nas cavalitas dele, o Nathaniel sempre fora muito forte, na verdade era capaz de estar assim comigo um dia inteiro.
-Claro que é fácil, eu sou a única que me comporto como uma criança e faço isto.-dei-lhe um beijo na bochecha e pousei a minha cabeça no ombro dele- Agora põem-me no chão.
-É que nem que implorasses, foste para aí, agora não sais- os rapazes que estavam com o Nath começaram a rir-se da careta que eu fiz e o Nathaniel lembrou-se que eles estavam lá- Dragon, estes são o Dake e o Dajan.
-É um prazer rapazes. Mas Nath agora LARGA-ME!
Comecei a gritar e a espernear, mas ele não se mexeu nem um bocado.
-Ei Nath, tu tomas o quê pra estares assim tão forte, diz-me que eu também quero.
-Querias dizes bem!
-Muito bem, meninos namorar é fora do meu ginásio.
Viramos-nos para trás e o professor juntamente com o resto da turma estavam a olhar para nós e aí o Nathaniel decidiu largar-me.
-Peço desculpa, professor. Não volta a acontecer.-dissemos os dois ao mesmo tempo.
-A menina vai fazer a aula de luvas?
Eu olhei para as minhas mãos e eu estava com as luvas, mas eu não costumo tirá-las por nada.
-É que eu ando sempre com as luvas.
-A não ser que tenha alguma doença, que se transmita pelas mãos é que pode ficar, com elas. Então a menina têm alguma doença?
-Não senhor.
Baixei a cabeça e coloquei as minhas mãos para a frente e o professor tirou-me as luvas, primeiro a da mão esquerda e depois a da mão direita e toda a gente ficou a olhar para a tatuagem.
-Desde quando é que a menina têm isto?
-Desde que me lembro professor.
-Muito bem, hoje vamos ter aula de basquete, começam os rapazes.
As raparigas sentaram-se nas bancadas. No final do jogo quem ganhou foi a equipa do Nathaniel, composta pelo Lysandre, Castiel, Dake e Dajan.
A seguir foi a vez das raparigas, a minha equipa era composta por mais quatro raparigas que eu não conhecia, uma de cabelos brancos e acho que o seu nome era Rosalya, outra de cabelos roxos que se chamava Violete, uma de cabelos castanhos que se chamava Melody e uma de cabelos laranjas que se chamava Íris.
O jogo correu bem, até que a tal de Camile se jogou em cima de mim e eu bati com a cabeça no chão, mesmo de cara no chão e comecei a sangrar por um corte que tinha feito na testa, o professor parou o jogo e disse-me para sair, mas faltavam apenas cinco minutos para o jogo acabar.
Levantei-me do chão, endireitei-me e passei a mão na testa, estava a sangrar um bom bocado, mas aquela víbora ía mas pagar.
-Eu vou continuar a jogar, não vai ser isto que me vai fazer sair daqui sem antes o jogo ter acabado.
O professor apenas acentiu e saiu de campo. As meninas começaram a jogar e eu começava a ficar cega pela raiva.
-Rosalya passa-me a bola.
Ela olhou para mim e passou, eu ainda não tinha saído do meu lugar perto do meu cesto, quando a bola chegou às minhas mãos, lancei-a com toda a minha força.
Quando dei fé as meninas estavam todas em cima de mim, eu tinha acertado, tínhamos ganho o jogo.
Mas elas não conseguiram nem festejar, o Lysandre pegou em mim ao colo e levou-me até à enfermaria, por ordem do professor.
Estávamos a meio do caminho e eu começo a ver tudo turvo e ouço uma voz, muito fraca a chamar por mim, até que apago.
Eu... Eu... acho que desmaiei!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Vergonha!


Quando voltei para o banco, o meu caderno não estava mais no lugar onde o tinha deixado e comecei à procura dele. "Eu não o posso perder, é a única coisa que ainda faz com que eu tenha vontade de viver", entrei em desespero e até deixei cair uma das minhas luvas, sim eu uso juntamente com o uniforme um par de luvas de renda pretas sem os dedos, para que ninguém possa ver a chama do meu dragão. Eu sei que não tem mal ter uma tatuagem, mas primeiro eu não gosto que a veijam e segundo não gosto que me façam perguntas sobre ela.
Quando coloquei a luva, virei-me para os corredores para ir dizer ao diretor que tinha perdido uma coisa, mas quando vou a passar pela mesa daquele grupo magnífico lembro-me que eles talvez saibam algo sobre isso, respiro fundo e arranjo as luvas, então dirijo-me para a ponta da mesa onde estava o Nathaniel.
-Desculpem incomodar, mas por acaso algum de vocês viu um caderno preto com uma fechadura?
-Porquê, é teu?- perguntou a rapariga de cabelos cor de chocolate, que acho que se chamava Anne, com una voz muito sarcástica.
Eu ia-lhe responder quando o meu telemóvel tocou, mas aquele não era o meu toque habitual, mas sim de uma certa pessoa. Peguei no telemóvel que estava no bolso da saia, afasto-me da mesa e cruzo os braços.
-Sim!... Muito bem entendo, mas obrigada mesmo assim.... Sim, eu também tenho muitas saudades tuas, vemo-nos em breve. Um grande beijo e fica bem.
Desliguei a chamada, guardei o telemóvel, respirei fundo e voltei para junto da mesa.
-Então algum de vocês viu o meu caderno?
-Se tivesse-mos, o que é que nos davas em troca?-perguntou o rapaz de cabelos vermelhos, acho que Castiel era o nome dele.
-Depende do que me pedirem e de quem mo der ou disser onde está.
-Dizes-me o teu nome e eu dou-te o teu caderno.- disse o Lysandre, levantando o meu caderno, para que eu o visse.
-Chamam-me Dragon.
-Não, quero saber o verdadeiro nome.
-Essa também eu quero saber, nunca me disseste o teu nome, nem mesmo quando fazes anos e moramos juntos à sete anos.- disse o Nathaniel, com um sorriso nos lábios e com curiosidade no olhar.
Tirei os olhos do Nathaniel e fuquei-me no meu caderno, tentei tirar o caderno ao Lysandre, mas não consegui.
-Eu disse o nome!
-Se é a única maneira ok. Eu chamo-me Angel.
-Angel é?
-Sim, agora dá-me o meu caderno.
Estendi a mão para o Lysandre e ele deu-me o caderno relutante. Saí de perto deles e tencionei nunca mais me aproximar de nenhum deles.
Faltava cerca de dez minutos para tocar, fui ao cacifo buscar os livros para a próxima aula e fui procurar a sala, quando lá cheguei já tinha tocado para entrar, sim eu andei intervalo e tempo morto à procura da sala de aula. Entrei na sala e fui ter com a professora, que por acaso era a minha "mam".
-Muito bem. Aluna nova, pelo que estou a ver!
-Sim.
-Então apresentate à turma.
Eu pensei com muita relutância, se dizia o meu nome ou não, mas como eu já conhecia a Ambre ela ia intervir e dize-lo, então a melhor opção era mesmo dizer o meu nome.
-Eu chamo-me Angel Hunter, tenho 17 anos, mas prefiro que me tratem por Dragon.
-Muito bem, Dragon. Podes-te sentar naquele lugar lá ao fundo atrás do Lysandre.
Dirigi-me para onde a "mam" tinha dito para eu ir, era na última fila bem ao lado da janela.
Passei todo o tempo de aula atenta, pelo menos nas aulas de literatura eu ia estar atenta.
A "mam" estava a perguntar quem tinha dúvidas e eu levantei o dedo, mas cometi um grande erro, em vez de professora disse "mam" e toda a gente ficou a olhar para mim e começou a rir, mas eu consegui desviar.
-Mam I have a question!
-Muito bem e qual é? E desde já peço-te que pelo menos nesta aula o inglês, fique do lado de fora da porta.
-Sim, professora.
-Obrigada Dragon.
Fiquei calada a aula toda, não falei nem só uma vez. Quando tocou para sair eu fugi daquela sala a sete pés. Primeiro dia de aulas e uma vergonha destas, mas onde é que tu tens a cabeça Dragon, onde!

Estranho Grupo!


Sabem aquele sentimento de solidão que nos acompanha, muito bem esse é o sentimento que me acompanha neste momento.
Nova no colégio, não conheço ninguém, evito falar com as pessoas, não faço aparatos, não falo nas aulas e muito menos tomo atenção no que acontece ao meu redor.
Neste momento estou a vaguear pelo corredor, até à minha sala de aula, que fica quase na outra ponta do colegio.
Acontece que eu pedi à minha "mam" para me transferir para a escola onde ela trabalha, que por acaso é um colégio interno, onde eu não conheço quase ninguém e quase nada, então chegar à minha sala de aula vai ser a Missão Impossível 5.
-Ei, ó atrasada anda cá!
AMBRE! Virei-me para o lugar de onde vinha a voz, um jardim com um grande carvalho no meio, com bancos ao seu redor e algumas mesas, a Ambre estava numa dessas mesas com um grupo de três raparigas, todas com o uniforme branco e cinco rapazes também, todos de uniforme branco. O meu uniforme era preto, igual ao dos que frequentam, os dois primeiros anos na escola, só no terceiro e último é que se usava o branco, eu também vou agora para o último ano, mas como sou novata tenho que usar o uniforme preto.
-Despacha-te ó atrasada eu tenho mais que fazer.
Desta vez ela levantou-se, cruzou os braços e pôs-se a olhar para mim, resultado, a rainha das víboras estava a olhar, gritar e chamar-me atrasada então todas as pessoas se puseram a olhar para mim e a rir-se.
Suspirei, apertei o livro que levava na mão e despachei-me a chegar perto da Ambre. Eu só quero encontrar a sala de aula-pensei.
-Sim Ambre, porque é que me chamas-te?
-Cala-te ó atrasada. A minha mãe disse que eu tinha que te apresentar aos colegas então, olha, o que têm que ser, tem que ser.
A "mam" só lhe podia ter dito que ou ela me apresentava alguém ou lhe cortava o cartão de crédito.
-Muito bem, estes são o Lysandre, o Castiel, o Alexy, o Armin e o Kentin.-disse apontando para cada um dos rapazes, se querem saber nem me importava muito, desde que nenhum deles que chatea-se, eu quero lá bem saber quem eles são- Estás são a Camile, a Christine e a Anne.
-É um prazer conhece-los.-sorri para todos e virei-me para a Ambre pronta para ir embora- Muito bem, se não é mais nada eu vou indo.
Estava a preparar-me para voltar para o corredor, quando aquele tal de Kentin, lançou uma bola de rúgbi bem na minha direção.
Atirei o meu caderno para o ar, virei-me e apanhei a bola bem em frente ao meu nariz e logo de seguida o meu livro, segurei firmemente a bola e voltei para a mesa onde todos estavam a olhar para mim.
-Creio que isto te pertence.
Entreguei a bola ao tal de Kentin e ia-me a voltar quando ouço alguém a rir-se e esse mesmo alguém me segura pela cintura contra o seu corpo e colocou a sua cabeça no meu ombro, entre os meus longos cabelos pretos.
-Espantosa não é aqui a pequenina.
Eu congelei, Nathaniel, a agarrar-me, no meio das pessoas.
-Então parece que já te deram as boas vindas, não é!
Deu-me um beijo na bochecha e foi-se sentar no lugar vago ao lado do tal de Lysandre, o Nathaniel também é dos que usa uniforme branco e as pessoas sentadas naquela mesa formavam um grupo e posso-vos dizer um tanto estranho, não sei porque mas sentia que algo ali não era normal.
Encolhi os ombros e voltei para o corredor, mas parei mal lá cheguei, mesmo em frente ao meu cassifo, abrio coloquei lá o livro que levava e ia a pegar no que ia levar para a aula, quando a voz do diretor se faz ouvir pela escola toda.
-A todos os novatos, bem vindos ao colégio Cors. Informo que o professor Faraize está a faltar por motivos de doença e todos os alunos que tiverem aulas com ele estão liberados, aos restantes aulas. Tenham todos um bom!
A primeira aula que eu ia ter era história com o professor Faraize, visto que já não ia ser assim, pousei o livro e peguei num caderno preto de veludo, com um dragão a vermelho, que passava também pelo cadeado e que só é aberto quando passo o meu pulso por cima da fechadura. No meu pulso direito tenho tatuado um dragão, que me sobe pelo pulso e a chama que ele liberta está tatuada na palma da minha mão e de qualquer maneira a minha tatuagem está ligada àquele caderno.
Segui para o jardim e sentei-me no banco por baixo do carvalho e abri o caderno.
Estava a ler a algum tempo e sinto um frio a percorrer-me o corpo todo, levanto a cabeça e olho para a mesa do grupo do Ambre, que olhavam várias vezes para mim e cochichavam algo entre eles.
Só desviei os olhos deles quando senti algo a rastejar-me na perda, olho para ela é veijo uma cobra, eu não gritei, nem fiz nenhum escândalo porque aquela cobra me lembrava um dragão. Peguei na cobra e olhei em volta até que vi uma árvore do lado de fora do alto muro da escola, fechei o caderno e pousei-o no banco, cheguei perto do muro e subi para uma das grandes raízes do carvalho e coloquei a cobra num ramo da outra árvore.
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Enquanto isso alguém não conseguia tirar os olhos da rapariga sem nome, alguém de cabelos brancos com as pontas verdes e olhos bicolores. Ele achava-ia misteriosa, frágil e muito paciente, por aturar as bocas da Ambre, pois ele já tinha perdido a sua paciência com ela à muito tempo.
Mas algo o deixava mais intrigado em relação àquela rapariga, ela era muito parecida com eles.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Personagens!

  
Alexy

Ambre

Anita

Anne

Armim

Camile

Castiel

Dragon - Angel

Iris

Kentin

Lysandre

Melody

Nathaniel

Rosalya

Violet

domingo, 28 de julho de 2013

Sipnose!

    "Dis-me o que significa estar morto e andar entre os vivos?", a pergunta ecoava-me pela cabeça vezes e vezes sem conta. Tinha sido a última coisa que ele tinha dito, antes de tudo se desmoronar.
     Tentei encontrar resposta para a pergunta, mas não conseguia.
     Uma pergunta simples, uma resposta simples, ecoava-me pela cabeça. Mas como poderia esta pergunta ser simples.
     Como era possível estar morto e andar entre os vivos; que eu saiba apenas vampiros, zumbis ou fantasmas podem andar entre os vivos e estarem mortos, mas todos eles não passam de histórias e muitas delas de terror.
     História de terror.... História de terror é a minha vida agora, ou era à sete anos atrás.
     Um verdadeiro pesadelo, uma  verdadeira história de terror, com solidão, sangue, lágrimas e morte.
     Eu perdi tudo o que eu mais gostava, tudo o que era mais importante; pessoas, objetos, memórias, mas sobretudo a vida!