segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Estranho Grupo!


Sabem aquele sentimento de solidão que nos acompanha, muito bem esse é o sentimento que me acompanha neste momento.
Nova no colégio, não conheço ninguém, evito falar com as pessoas, não faço aparatos, não falo nas aulas e muito menos tomo atenção no que acontece ao meu redor.
Neste momento estou a vaguear pelo corredor, até à minha sala de aula, que fica quase na outra ponta do colegio.
Acontece que eu pedi à minha "mam" para me transferir para a escola onde ela trabalha, que por acaso é um colégio interno, onde eu não conheço quase ninguém e quase nada, então chegar à minha sala de aula vai ser a Missão Impossível 5.
-Ei, ó atrasada anda cá!
AMBRE! Virei-me para o lugar de onde vinha a voz, um jardim com um grande carvalho no meio, com bancos ao seu redor e algumas mesas, a Ambre estava numa dessas mesas com um grupo de três raparigas, todas com o uniforme branco e cinco rapazes também, todos de uniforme branco. O meu uniforme era preto, igual ao dos que frequentam, os dois primeiros anos na escola, só no terceiro e último é que se usava o branco, eu também vou agora para o último ano, mas como sou novata tenho que usar o uniforme preto.
-Despacha-te ó atrasada eu tenho mais que fazer.
Desta vez ela levantou-se, cruzou os braços e pôs-se a olhar para mim, resultado, a rainha das víboras estava a olhar, gritar e chamar-me atrasada então todas as pessoas se puseram a olhar para mim e a rir-se.
Suspirei, apertei o livro que levava na mão e despachei-me a chegar perto da Ambre. Eu só quero encontrar a sala de aula-pensei.
-Sim Ambre, porque é que me chamas-te?
-Cala-te ó atrasada. A minha mãe disse que eu tinha que te apresentar aos colegas então, olha, o que têm que ser, tem que ser.
A "mam" só lhe podia ter dito que ou ela me apresentava alguém ou lhe cortava o cartão de crédito.
-Muito bem, estes são o Lysandre, o Castiel, o Alexy, o Armin e o Kentin.-disse apontando para cada um dos rapazes, se querem saber nem me importava muito, desde que nenhum deles que chatea-se, eu quero lá bem saber quem eles são- Estás são a Camile, a Christine e a Anne.
-É um prazer conhece-los.-sorri para todos e virei-me para a Ambre pronta para ir embora- Muito bem, se não é mais nada eu vou indo.
Estava a preparar-me para voltar para o corredor, quando aquele tal de Kentin, lançou uma bola de rúgbi bem na minha direção.
Atirei o meu caderno para o ar, virei-me e apanhei a bola bem em frente ao meu nariz e logo de seguida o meu livro, segurei firmemente a bola e voltei para a mesa onde todos estavam a olhar para mim.
-Creio que isto te pertence.
Entreguei a bola ao tal de Kentin e ia-me a voltar quando ouço alguém a rir-se e esse mesmo alguém me segura pela cintura contra o seu corpo e colocou a sua cabeça no meu ombro, entre os meus longos cabelos pretos.
-Espantosa não é aqui a pequenina.
Eu congelei, Nathaniel, a agarrar-me, no meio das pessoas.
-Então parece que já te deram as boas vindas, não é!
Deu-me um beijo na bochecha e foi-se sentar no lugar vago ao lado do tal de Lysandre, o Nathaniel também é dos que usa uniforme branco e as pessoas sentadas naquela mesa formavam um grupo e posso-vos dizer um tanto estranho, não sei porque mas sentia que algo ali não era normal.
Encolhi os ombros e voltei para o corredor, mas parei mal lá cheguei, mesmo em frente ao meu cassifo, abrio coloquei lá o livro que levava e ia a pegar no que ia levar para a aula, quando a voz do diretor se faz ouvir pela escola toda.
-A todos os novatos, bem vindos ao colégio Cors. Informo que o professor Faraize está a faltar por motivos de doença e todos os alunos que tiverem aulas com ele estão liberados, aos restantes aulas. Tenham todos um bom!
A primeira aula que eu ia ter era história com o professor Faraize, visto que já não ia ser assim, pousei o livro e peguei num caderno preto de veludo, com um dragão a vermelho, que passava também pelo cadeado e que só é aberto quando passo o meu pulso por cima da fechadura. No meu pulso direito tenho tatuado um dragão, que me sobe pelo pulso e a chama que ele liberta está tatuada na palma da minha mão e de qualquer maneira a minha tatuagem está ligada àquele caderno.
Segui para o jardim e sentei-me no banco por baixo do carvalho e abri o caderno.
Estava a ler a algum tempo e sinto um frio a percorrer-me o corpo todo, levanto a cabeça e olho para a mesa do grupo do Ambre, que olhavam várias vezes para mim e cochichavam algo entre eles.
Só desviei os olhos deles quando senti algo a rastejar-me na perda, olho para ela é veijo uma cobra, eu não gritei, nem fiz nenhum escândalo porque aquela cobra me lembrava um dragão. Peguei na cobra e olhei em volta até que vi uma árvore do lado de fora do alto muro da escola, fechei o caderno e pousei-o no banco, cheguei perto do muro e subi para uma das grandes raízes do carvalho e coloquei a cobra num ramo da outra árvore.
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Enquanto isso alguém não conseguia tirar os olhos da rapariga sem nome, alguém de cabelos brancos com as pontas verdes e olhos bicolores. Ele achava-ia misteriosa, frágil e muito paciente, por aturar as bocas da Ambre, pois ele já tinha perdido a sua paciência com ela à muito tempo.
Mas algo o deixava mais intrigado em relação àquela rapariga, ela era muito parecida com eles.

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