*------------------------------------------------------------------------------*
Lysandre viu a rapariga que transportava no colo, a fechar lentamente os olhos e a ficar muito pálida.-Dragon, Dragon, estas a ouvir-me? Dragon.
A rapariga fechou completamente os olhos e o corpo que ele outrora levava ao colo, parecia agora um cadáver.
Começou a correr o mais rápido que ele conseguia e levou-a direto para a enfermaria.
-Anita!- chamou Lysandre, para a jovem enfermeira de longos cabelos cor de fogo. -Ela bateu com a cabeça no chão, durante a aula de física e o professor mandou traze-la aqui. A meio do caminho ela desmaiou.
-Coloca-a na marquesa.
Lysandre pousou o frágil corpo no lugar indicado pela enfermeira e sentou-se numa cadeira ao fundo da marquesa. Até que um delicioso cheiro infestou o ar ao seu redor e a Anita, olhou de olhos arregalados e muito preocupada para Lysandre.
-Lysandre é melhor esperares lá fora, ela fez um golpe um pouco profundo e já perdeu muito sangue.
-Não eu espero aqui.
-Vai então buscar algo para ela comer quando acordar, ela vai estar muito fraca graças a ter perdido muito sangue.
Lysandre levantou-se relutante e olhou a Dragon, que parecia cada vez pior, a sua testa repleta de sangue que também estava espalhado pela cara. O contraste do sangue na pele pálida era arrepiante.
-Vai Lysandre, faz o que eu te pedi.
A enfermeira empurrou Lysandre para fora da sala e fechou a porta.
No lado de fora Lysandre tentava controlar-se. Ele tinha ido ao limite.
*-----------------------------------------------------------------------------------------*
Quando acordei, não sabia onde estava, tentei sentar-me mas a minha cabeça começou a doer muito, levei a mão à testa onde antes tivera o meu corte e agora tinha um curativo.Uma rapariga muito bonita e que não devia ser muito mais velha que eu aproximou-se de mim e pousou a sua mão na minha cabeça.
-Onde é que eu estou e o que é que aconteceu?
-Eu chamo-me Anita e sou a enfermeira do colégio Cors. Neste momento estás na enfermaria, o Lysandre trousse-te para cá depois de teres desmaiado. Aquele corte que tinhas na cabeça feste perder muito sangue e acabaste por desmaiar, mas já estás melhor.
Ela sorriu-me a afagou-me os cabelos, eu sorri-lhe de volta e deitei-me.
-Onde está o Lysandre?
-O Lysandre está exatamente aos teus pés.
-Como assim, aos meus pés?
-O Lysandre não saiu dos pés da marquesa desde que chegas-te e acabou por adormecer.
Ele apontou com a cabeça para o fundo da marquesa e eu percebi o que ela tinha dito, o Lysandre estava sentado numa cadeira e com a cabeça deitada na marquesa.
-Eu vou chamar a professora Silveira e já venho.
Quando ela saiu da sala eu levantei-me, ainda um bocado tonta e fui tentar acordar o Lysandre, é que nem pensem que eu o deixo dormir assim, ainda arranja um torcicolo e depois a culpa a minha.
Quando eu estava a chegar perto dele sinto uma grande tontura e ia cair, mas alguém, ou o Lysandre o impediu.
Ele sentou-se na marquesa e colocou a minha cabeça no seu colo.
-Não te devias levantar, ainda estás muito fraca.
-Eu só queria ver se tu estavas bem.
Sentei-me ao seu lado e ele riu-se.
-Tu é que bateste com a cabeça e perdeste sangue, não eu!
-Mas podias-te magoar ao dormir assim e depois eu ficava de consciência pesada.
Senti de novo uma tontura e deitei a minha cabeça no ombro do Lysandre, mas ele teve que se baixar um bocado, porque é maior que eu.
-Mas o que é que os rapazes desta escola têm?
-O quê? Como assim o que é que nós temos?
-Sim. Os rapazes desta escola são todos grandes, musculados, fortes e bonitos.
-Achas mesmo?
-Sim. Na minha escola antiga não havia rapazes assim. O único rapaz forte e bonito que eu conhecia era o Nathaniel.
Ele ia dizer alguma coisa, mas a porta foi aberta e entrou a Lisa, a minha "mam" e o Nathaniel.
-Como é que tu estás, Angel? Eu fiquei tão preocupada, quando a Anita me disse, que tu tinhas desmaiado.
-Eu estou bem, "mam".
-Mãe, estás a ver. Eu disse-te que aqui a pequenina, ficava bem.
-Com o Lysandre aqui, acho que nada me acontece.
-Pois é. A Anita disse que tu trousses-te a Angel, obrigado.
-De nada foi um prazer. Agora eu vou embora.
Vi o Lysandre a ir embora e quando ele saiu começou o interrogatório.
Sem comentários:
Enviar um comentário